 |
Projeto 2004 - 2008
Considerações Iniciais
O Atletismo brasileiro, ao
longo dos tempos, tem se defrontado
com inúmeras dificuldades
impeditivas de seu pleno desenvolvimento
e tem se consolidado graças
à tenacidade de seus
dirigentes, treinadores e
outros entusiastas, a esporádicos
patrocínios e ao excepcional
talento de grandes atletas.
Desde 1987, no início
da gestão dos atuais
dirigentes da CBAt, procurou-se
obter recursos, de forma sistemática
e incessante, junto aos poderes
públicos e a entidades
privadas, para satisfazer
as carências básicas
do Atletismo nacional, o que
foi conseguido com ingentes
esforços. Infelizmente,
até pouco tempo atrás,
não se logrou a continuidade
desses eventuais apoios, que
permitissem o planejamento
de ações a médio
e longo prazo.
Na atualidade, com o advento
da Lei Agnelo/Piva, a CBAt
passou a dispor de dotações
financeiras para atender às
suas atividades essenciais,
como a ida de seleções
a eventos internacionais.
E, a partir de 2001, a CAIXA
ECONÔMICA FEDERAL tornou-se
a PATROCINADORA OFICIAL DO
ATLETISMO BRASILEIRO, estabelecendo,
em maio de 2003, um inédito
convênio com duração
até o ano de 2007.
Da mesma forma, a CBAt mantém
um contrato de fornecimento
de equipamentos para suas
seleções, com
a prestigiosa empresa OLYMPIKUS,
até o final de 2004.
Além disso, o interesse
de Governos estaduais e municipais
e outras entidades na consecução
de eventos de Atletismo tem
permitido a realização
de importantes torneios internacionais
no país, como será
o caso dos Grandes Prêmios
da IAAF em Belém e
no Rio de Janeiro em 2004.
Ademais, diversos clubes e
patrocinadores privados têm
demonstrado um vivo interesse
em manter ou constituir equipes
de Atletismo e, inclusive,
em aplicar recursos financeiros
na construção
ou reforma de praças
esportivas, como ocorreu recentemente
com a BM&F, em São
Paulo, e a SOGIPA, em Porto
Alegre.
Por fim, a organização
dos JOGOS PAN-AMERICANOS DE
2007, no Rio de Janeiro, e
a candidatura da cidade para
os JOGOS OLÍMPICOS
DE 2012, indicam claramente
o crescente interesse das
autoridades públicas
em desenvolver o desporto
no país. O Atletismo,
pela sua tradição
histórica de líder
nacional no ranking de obtenção
de medalhas em grandes eventos
internacionais e como o principal
desporto olímpico,
precisa estruturar-se devidamente
para a busca de grandes resultados
e a consecução
de programas coordenados para
todos os seus segmentos, na
medida das dotações
financeiras disponíveis.
Assim, a CBAt apresenta, à
apreciação e
discussão da comunidade
atlética nacional,
o presente esboço de
seu Projeto 2004/2008.
Objetivos
| 1. |
|
Obtenção
do maior número
possível de atletas
finalistas nos eventos
internacionais no período,
com prioridade para as
seguintes competições:
|
| |
a. |
Jogos Olímpicos
de Atenas –
2004 |
| |
b. |
Campeonatos Mundiais
de Helsinki –
2005 |
| |
c. |
Copa do Mundo
de Atletismo –
2006 |
| |
d. |
Jogos Pan-Americanos
no Rio de Janeiro
– 2007 |
| |
e. |
Campeonatos Mundiais
de Osaka –
2007 |
| |
f. |
Jogos Olímpicos
de Pequim –
2008
|
| 2. |
|
Obtenção
do maior número
possível de medalhistas
ou finalistas nos demais
eventos internacionais
de adultos, juvenis e
de menores, ou em áreas
específicas, sendo
a participação
do Brasil nestas competições
entendida como um patamar
para atingir o objetivo
do item 1.
|
| 3. |
|
Esforço no sentido
de ter um atleta com índice
“B” da IAAF,
na forma disposta nos
critérios de convocação,
para tomar parte nas competições
listadas nas letras a,
b, e e f do item 1, de
modo a fortificar a participação
do Brasil nos Jogos Pan-Americanos
de 2007 e 2011.
|
| 4. |
|
Realização
de eventos nacionais e
internacionais no Brasil
dentro dos melhores padrões
de organização
possíveis, tornando-os
dinâmicos e atrativos
ao público.
|
| 5. |
|
Implantação
de Centros Nacionais de
Treinamento Desportivo
A definição
de locais de implantação
dos Centros deve se
dar até o início
de 2004.
Os Centros Nacionais,
devem atender a grupos
de provas específicas,
em conformidade com
as parcerias a serem
estabelecidas pela
CBAt, seguindo modelo
de estrutura determinado.
|
| 6. |
|
Manutenção
de Programa de treinadores,
com a denominação
de Treinadores Olímpicos,
que terão a função
de orientar as atividades
técnicas dos Centros
Nacionais, acompanhar
o treinamento de atletas
de alto nível do
país em sua área
de atuação,
coordenar a realização
de campings de treinamento
nacionais e internacionais
e outras funções
correlatas.
|
| 7. |
|
Manutenção
de Programas de Apoio
a Atletas de Alto Nível
e Jovens Talentos.
O programa concentrará
esforços na
realização
de campings de treinamento
nacionais e internacionais
para os atletas contemplados
e no aperfeiçoamento
técnico de
seus treinadores,
na medida das dotações
financeiras disponíveis.
O programa poderá
ajudar financeiramente
alguns atletas, conforme
convênio a ser
estabelecido, para
esse fim, com patrocinadores
nacionais.
|
| 8. |
|
Realização
de Campings de Treinamento
no Brasil e no exterior
Todos os desportistas
incluídos no
Programa de Apoio
a Atletas poderão
participar de clínicas
e campings de treinamento
organizados pela CBAt,
conforme modelo determinado.
|
| 9. |
|
Intensificação
do Programa Nacional de
Combate ao Doping, com
a ampliação
do número de testes
dentro e fora da competição,
a instituição
de um corpo especial de
profissionais para a realização
dos controles, a publicação
de informativos com listagem
de substâncias e
medicamentos proibidos,
a ampla divulgação
dos novos procedimentos,
em fase de elaboração,
que serão adotados
pela IAAF a partir de
2004, e a manutenção
de um site para consultas
sobre questões
de doping.
|
| 10. |
|
Estabelecimento de critérios
para a convocação
de seleções
brasileiras, no período
de 2004/2008, com a adequação
desses critérios,
ao longo do tempo, se
necessário, sem
prejuízo de atletas
|
| 11. |
|
Formação
de Recursos Humanos, nas
seguintes áreas:
- Formação
de treinadores,
com a realização
de cursos e clínicas,
incluídos
os cursos Nível
I da IAAF (iniciação).
Oferecer a possibilidade
para que todos
os treinadores
com atletas integrantes
de seleções
brasileiras ou
integrantes de
Programas da CBAt
participem de
cursos nível
I da IAAF.
- Aperfeiçoamento
e especialização
de treinadores,
com a realização
de Cursos Nível
II da IAAF, Clínicas
específicas,
Cursos da Solidariedade
Olímpica.
- Formação
de árbitros
para atuar nas
competições
em todo o Brasil,
com a realização
de Cursos Básicos
em Arbitragem.
- Aperfeiçoamento
de árbitros,
com a formação
de Oficiais Técnicos
Nacionais, realizando
Cursos Nível
I da IAAF e criando
quadros específicos
para funções
dentro da arbitragem
(Partida, Marcha,
etc.).
- Formação
de medidores de
percursos para
provas de rua,
com a realização
de cursos específicos
para formação
de Medidores categoria
“C”.
- Realização
de Seminários
e cursos de gerenciamento
técnico
e administrativo
de competições,
incluindo a utilização
de informática.
- Realização
de Seminários
de gestão
esportiva para
o pessoal executivo
das federações
estaduais de Atletismo.
|
| 12. |
|
Proposição
de Programa de Massificação
Esportiva, com o apoio
do Ministério do
Esporte e de Educação,
de Governos Estaduais
e Municipais e de patrocinadores.
O Programa terá
como cerne as escolas,
os professores de
educação
física dos
municípios
e deverá ser
organizado anualmente,
com datas fixas para
a realização
de eventos esportivos. |
Considerações Gerais
Os clubes devem ser contatados
para efetivação
de parcerias voltadas para
os objetivos do projeto.
As Federações
estaduais devem organizar-se
de forma a buscar a excelência
na realização
de suas competições,
estabelecendo calendários
adequados ao dos eventos nacionais
e ao treinamento dos atletas,
priorizando a formação
e o aperfeiçoamento
de seus recursos humanos.
Elas terão, obrigatoriamente,
de registrar um mínimo
de 300 atletas, de ter, pelo
menos, 3 (três) treinadores
com o Curso Nível I
da IAAF até o final
de 2005; de organizar os Campeonatos
Estaduais de Menores, de Juvenis
e de Adultos, separadamente,
com um mínimo de 50
(cincoenta) atletas em cada
competição.
Os treinadores devem elaborar
seus planos de treinamento
de atletas buscando o melhor
resultado nos eventos internacionais.
Os atletas devem estar conscientes
de que o treinamento orientado
por seus técnicos é
fundamental para atingir resultados
internacionais expressivos.
O escopo fundamental é
procurar, de todas as formas
possíveis, diminuir
a diferença de nível
técnico entre os melhores
atletas do mundo e os melhores
atletas brasileiros e, para
isso,faz-se necessário
o compromisso com o resultado,
razão de ser do desporto
de alto nível.
Parceiros do Atletismo
O Programa PARCEIROS DO ATLETISMO
será destinado a possibilitar
a implementação
de determinados Programas
do Projeto 2004/2008, evitando,
em alguns casos, sobreposição
de ações.
Poderão ser PARCEIROS
DO ATLETISMO empresas, clubes,
órgãos públicos
de todos os níveis,
que não conflitem com
o Patrocinador Oficial do
Atletismo brasileiro, sendo
que a participação
de cada um poderá ser
por intermédio de contribuição
financeira para a execução,
no todo ou em parte, das ações
e Programas do Projeto, ou
a cessão de estrutura
e recursos físicos
e/ou humanos para a instalação
dos Centros de Treinamento
ou realização
de eventos ou de outras atividades
que vierem a ser programadas.
Todas as entidades e empresas
que aderirem ao Programa PARCEIROS
DO ATLETISMO terão
seu direitos e obrigações
estabelecidos em Termo de
Convênio com a CBAt,
que explicitará todas
as demais condições
para ambas as partes.
A CBAt dará o direito
a todos os que aderirem ao
Programa da exposição
de sua logomarca no site oficial
da entidade e nos eventos
realizados pela Confederação,
sendo a definição
e quantidade dos espaços
determinadas caso a caso,
levando-se em conta o volume
de participação
de cada conveniado no Projeto.
Essas Entidades também
poderão fazer uso da
expressão “PARCEIRO
NACIONAL DO ATLETISMO BRASILEIRO”
na forma que desejarem, no
período de duração
dos convênios.
|
 |