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Robson Caetano

Os títulos de Róbson

 

Róbson Caetano da Silva nasceu em 4 de setembro de
1964, no Rio de Janeiro. Dono de duas medalhas olímpicas, foi dos 100 m e dos 200 m nos Jogos Pan-Americanos.

Possivelmente o maior velocista da história do atletismo brasileiro, o carioca Robson Caetano, hoje com 42 anos, continua ligado ao esporte. Agora é comentarista e do canal por assinatura Sportv. Atento, ele observa atletas que, no seu entender, têm talento e garra suficientes para subir no pódio das grandes competições internacionais – como Jogos Olímpicos, Campeonatos Mundiais e PAN. E tem acertado várias apostas, feitas em nomes como Jadel Gregório, Maurren Maggi e Fabiana Murer, os três campeões no PAN 2007, no Rio de Janeiro.

Róbson escreveu também longa e bela história no esporte-base. E sua primeira presença em pódio de competição dessa envergadura se deu em Caracas 1983, aos 19 anos. Lá, formou no quarteto que – junto com João Batista Eugênio Silva, Nelson Rocha dos Santos e Gerson Andrade de Souza – conquistaram o bronze no 4x100 m. Nos Jogos de Indianápolis 1987, foi prata nos 200 m. Quatro anos depois, em Havana 1991, conquistou as medalhas de ouro nos 100 m e 200 m. Em 1995, em sua quarta e última participação, ficou em 4º nos 200 m.

 

Para o ex-atleta, foi interessante a realização do PAN no Rio de Janeiro. Ele acha que os Jogos têm um sentido especial para os atletas brasileiros, por estar mais próximo da nossa realidade e porque muitas vezes expressa os saltos de qualidade do esporte nacional. “Minha maior lembrança, entre todas as participações no PAN, são as de Havana 1991. Foi o auge. Fui o porta-bandeira a delegação na cerimônia de abertura, ganhei os dois ouros para o Brasil”, relata ele, que em 1988 foi bronze olímpico nos 200 m e finalista dos 100 m em Seul – também ganhou bronze no 4x100 m nos Jogos de Atlanta 1996. Róbson apresentou a cerimônia que antecedeu a abertura oficial do PAN 2007, no Estádio do Maracanã.

Robson começou sua carreira em 1979 e a encerrou em 2001. “O atletismo vem se renovando, graças ao trabalho da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), que tem projetos desde a iniciação até a categoria adulta”, acentua. No caso do atletismo brasileiro, ele observa que o sucesso do País nos revezamentos tem dado origem a uma cultura do coletivo dentro de um esporte individual. Para Robson, “o atletismo do Brasil – como um todo – teve êxito no megaevento”, conclui.

Róbson foi campeão dos 200 m no Grand Prix da IAAF em 1989. Foi também tricampeão da prova na Copa do Mundo: Camberra 1985, Barcelona 1989 e Havana 1992. Ganhou a Universíade de Duisburgo 1989. Desde 1988 detém o atual recorde sul-americano dos 100 m, com 10.00, tempo de sua vitória no Campeonato Ibero-Americano do México 1988. Em 1989 marcou 19.96 no Meeting de Bruxelas, marca que foi recorde sul-americano por 10 anos.
 
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