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Brasil recebe a elite do continente
A história da marcha no continente ganhou um capítulo importante em 1984. Isto porque, no ano dos Jogos Olímpicos de Los Angeles, foi disputada a 1ª edição da Copa Pan-Americana de Marcha, na cidade de Bucaramanga, na Colômbia. Os títulos individuais foram para o colombiano José Querubim Moreno (20 km), o mexicano Pedro Aroche (50 km) e a canadense Ann Peel (10 km feminino).
Competição bienal, a Copa passou a ser organizado nos anos ímpares, a partir de 2001. Nove países já realizaram o evento, entre eles o Brasil, que fez a Copa em 1996, na Estrada da Ponta Negra, em Manaus. Na ocasião, os títulos foram para três mexicanos: Daniel Garcia (20 km), Germán Sanchez (50 km) e Graciela Mendonza (10 km feminino).
Graciela Mendonza, por sinal, é a maior campeã do evento, com quatro títulos, sempre na prova de 10 km: Saint Leonard (Canadá) 1986; Xalapa (México) 1990; Atlanta (Estados Unidos) 1994; Manaus (Brasil) 1996. Em 1998, as mulheres passaram a disputar os 20 km, a distância olímpica da marcha feminina.
No masculino, entre muitos outros atletas importantes, dois campeões olímpicos ganharam a medalha de ouro, nos 20 km: o mexicano Ernesto Canto, em Saint Leonard 1986, e o equatoriano Jefferson Perez, em Chula Vista (Estados Unidos) 2003. Canto foi campeão olímpico em Los Angeles 1984 e Perez, em Atlanta 1996. Nos 50 km, os mexicanos Martin Bermudez e Germán Sanchez, têm três vitórias cada um.
O Brasil também tem sua medalha na Copa, com Sérgio Galdino, bronze nos 20 km em Tijuana (México) 2003, com 1:21:19.
Nestes dias 21 e 22 de abril, a CBAt organiza a 13ª edição da Copa Pan-Americana Caixa, no Balneário de Camboriú, em Santa Catarina, centro da marcha no País. A elite da modalidade no continente terá sua última grande competição, antes dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro.
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