20|10|2020 - | Assessoria de Comunicação

Hoje é dia de Osmar Barbosa dos Santos

Fonte: CBAt

Osmar Barbosa, medalhista nos 800 m (Foto: Wander Roberto/CBAt)
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Bragança Paulista – O paulista Osmar Barbosa dos Santos, medalha de bronze nos 800 m no Campeonato Mundial Indoor de Budapeste, na Hungria, em 2004, completa nesta terça-feira (20/10) 52 anos e é o homenageado da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), seguindo a série Aniversários, iniciada em julho, pela entidade como uma oportunidade para trazer o perfil de atletas medalhistas em Olimpíadas e Mundiais adultos.



Nascido em Marília, interior de São Paulo, teve um início de carreira totalmente inesperado. Até os 20 anos trabalhou na lavoura, principalmente no corte da cana-de-açúcar, assim como toda a família. Depois de várias ocupações, só aos 25 anos conheceu o atletismo. Correu algumas provas e logo se destacou.



Cerca de 3 km separavam a sua casa no distrito de Rosália de Marília. Quando chegava do trabalho, sua mãe pedia que ele fosse buscar alguma coisa na mercearia da cidade. Osmar ia e voltava tão rápido que sua mãe imaginava que ele tinha conseguido uma carona. O lavrador, no entanto, tinha um talento ainda não identificado: correr.



Foram necessários apenas três anos para se tornar um atleta olímpico e disputar os 400 m nos Jogos de Atlanta-1996. Depois passou dois anos nos Estados Unidos, treinando com o grupo do vitorioso treinador Luiz Alberto de Oliveira. Após um período mudou para os 800 m.



O corredor também disputou os Jogos de Sydney-2000. Na obtenção do índice olímpico conseguiu o melhor tempo da carreira, com 1:44.87, no Rio de Janeiro, no dia 22 de julho. Esta é a sétima melhor marca brasileira de todos os tempos nos 800 m. Participou também dos Jogos de Atenas-2004.



O grande momento de Osmar foi vivido na SportArena de Budapeste, no dia 7 de março de 2004, quando conquistou a medalha de bronze no Mundial em Pista Coberta, com 1:46.26, aos 35 anos. Foi ao pódio com Mbulaeni Mulaudzi, da África do Sul, ouro com 1:45.71, e Rashid Ramzi, do Bahrein, prata com 1:46.16.



Em 2003, Osmar já havia conseguido um grande resultado: a medalha de prata nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, na República Dominicana, com 1:45.64. No mesmo ano, disputou a final do Mundial de Paris, na França, ficando em oitavo lugar.



Em Paris, correu forte na preliminar e na semifinal, de acordo com seu estilo, o mesmo em que conseguiu seus melhores resultados - correu na frente e manteve um ritmo constante desde o início. Osmar não esperava subir no pódio em Paris, mas sabia que podia conseguir melhor colocação. Só que mudou sua estratégia. Ainda no estádio, prometeu nunca mais repetir o erro: “Devia correr como fiz na preliminar e na semifinal”, reconheceu. Mas tirou proveito da própria falha. “Até o que é ruim ensina.”



Ainda disputou o Mundial de Helsinque, em 2005, e o Mundial Indoor de Moscou, em 2006, aos 37 anos.



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