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Nossos Atletas Olímpicos

ANDRÉ DOMINGOS DA SILVA

Talento precoce

Integrou quartetos que quebraram 5 recordes sul-americanos no 4x100.

Titular do 4x100 m da seleção por mais de uma década, André Domingos da Silva escreveu seu nome na história do revezamento nacional. Como integrante do quarteto que disputa a prova em equipe mais rápida do atletismo, tem duas medalhas olímpicas: a de prata, ganha em Sydney, em 2000, e a de bronze, em Atlanta, em 1996.

A história de André Domingos ainda registra dois pódios em Campeonatos Mundiais de Atletismo: prata em Paris, em 2003, e bronze em Sevilha, em 1999. E ainda o bicampeonato nos Jogos Pan-Americanos: em Winnipeg, em 1999, e em Santo Domingo, em 2003.

Integrou equipes que obtiveram cinco recordes sul-americanos do 4x100 m: 38.42, em 3 de agosto de 1996, na semifinal dos Jogos de Atlanta (com Arnaldo de Oliveira, Robson Caetano e Édson Luciano). No dia 4, na prova final, o quarteto marcou 38.41, para ganhar a medalha de bronze. Em 30 de julho de 1999, André também no grupo campeão do Pan em Winnipeg, com 38.18, ao lado de Raphael de Oliveira, Edson Luciano e Claudinei Quirino.
Na final do Mundial de Sevilha, em 29 de agosto de 1999, o mesmo quarteto terminou em 3º lugar com 38.05. Finalmente, na final olímpica de Sydney, em 30 de setembro de 2000, o time nacional fez 37.90. André correu ao lado de Vicente Lenilson, Edson e Claudinei – a marca colocou a equipe entre as 10 melhores na história do 4x100 m.

O começo foi difícil para André, que tem história parecida com a de outros nomes que se consagraram no atletismo. Sua mãe, Neide, trabalhava como empregada doméstica. A descoberta da vocação para o atletismo foi natural e a porta para uma nova vida. Adolescente, ele deixou Santo André, na Grande São Paulo, para treinar em Presidente Prudente (SP), com o técnico Jayme Netto Jr., e se tornou um dos principais velocistas do País.

Antes de completar 20 anos, estava na seleção brasileira que foi aos Jogos Olímpicos de Barcelona 1992. No ano seguinte, pela primeira vez disputou os Mundiais de Atletismo, em Stuttgart (ALE), com a equipe do 4x100 m. “Não ganhamos nada em Stuttgart, mas ali o Brasil começou a escrever uma história nos revezamentos, em Mundiais, PAN e Jogos Olímpicos.” A partir dos Mundiais de Gotemburgo em 1995, até Paris 2003, o quarteto brasileiro, com várias formações, sempre foi à final. André disputou quatro edições olímpicas. Em Atenas, em 2004, o 4x100 m foi à final e ficou em 8º lugar, com 38.67.

André ainda passou por delicada cirurgia para conformação da arcada dentária, para melhorar a respiração, venceu preconceitos e aprendeu a valorizar suas conquistas. Cresceu muito na segunda metade da década de 1990. Individualmente, ganhou duas medalhas no Pan: bronze nos 100 m em Mar del Plata, em 1995, e nos 200 m em Santo Domingo, em 2003. Nos 100 m, estabeleceu sua melhor marca pessoal em 25 de junho de 1999, quando fez 10.06 em Bogotá, e nos 200 m seu recorde pessoal foi obtido em Cochabamba, em 11 de maio de 2003, com 20.15.

André Domingos nasceu em 26 de novembro de 1972 em Santo André e compete atualmente pela Rede Atletismo.

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