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Nossos Atletas Olímpicos
ARNALDO DE OLIVEIRA
Uma despedida inesquecível
No adeus à seleção, ajudou o País a ganhar bronze no 4x100 m.
Um dos principais velocistas do atletismo nacional nas décadas de 80 e 90, Arnaldo de Oliveira Silva disputou quatro edições dos Jogos Olímpicos. E só encerrou a carreira após a conquista da primeira medalha olímpica do revezamento 4x100 m, em Atlanta, em 1996. Também integrou a seleção em Los Angeles 1984, Seul 1988 e Barcelona 1992.
Em Atlanta, Arnaldo deu adeus à seleção. “Tive uma despedida em alto estilo”, brinca o carioca, em 26 de março de 1964. A equipe estabeleceu duas vezes o recorde sul-americano do 4x100 m: 38.42 na semifinal e 38.41, na final, em 3 de agosto de 1996. “Foi como num sonho”, recorda-se Arnaldo.
O revezamento foi à final aliando competência e sorte. O Brasil tinha Arnaldo de Oliveira, Robson Caetano, Édson Luciano Ribeiro e André Domingos e ficou em segundo lugar entre todas as equipes da fase semifinal. Duas fortes equipes, a Grã-Bretanha e a Nigéria foram desclassificadas por deixarem cair o bastão numa troca.
Na final, o Brasil levou o bronze. Arnaldo foi o primeiro homem, uma escolha natural para um velocista que, como poucos de sua época, largava tão bem. Passou o bastão para Robson, que entregou a Édson e este para André, que fechou para garantir o pódio. O Canadá, com o então recordista mundial e jamaicano de nascimento Donovan Bailey à frente, derrubou os americanos, favoritos absolutos.
Gana, que se apresentou atrasada aos árbitros, foi desclassificada e só deixou a pista escoltada por policiais. O Canadá, com Donovan Bailey, Robert Esmie, Glenroy Gilbert e Bruny Surin venceu (37.69). Os norte-americanos levaram a prata (38.05).
Arnaldo de Oliveira foi um dos expoentes de sua geração, que teve entre outros Robson Caetano da Silva e João Batista Eugênio da Silva. Nascido em 1964, enfrentou atletas como Nélson Rocha dos Santos, Katsuhiko Nakaya e Paulo Roberto Correia, mais velhos que ele. Entre os de sua geração, além de Robson e Eugênio, havia outros nomes, como Jailto Bonfim. E também correu contra os mais jovens, como Claudinei Quirino, André Domingos e Édson Luciano.
Em 1984, foi à sua primeira final olímpica, em Los Angeles, com o revezamento que também tinha Nakaya, Nélson Rocha e Paulo Correia. Foi à final e ficou em 8º lugar, com 39.40. Nos Jogos de Seul, Arnaldo obteve o seu melhor desempenho individual nos 100 m – foi 5º na série 2 da semifinal, com 10.32, 9o melhor tempo da fase (marcou 10.25 nas quartas-de-final).
Arnaldo esteve nos Mundiais de Roma 1987, Tóquio 1991 e Stuttgart 1993. Disputou, também, Mundiais Indoor, Jogos Pan-Americanos, Campeonatos Ibero-Americanos e Sul-Americanos. Em 1988, ganhou a medalha de bronze nos 100 m no Ibero-Americano da Cidade do México, com recorde pessoal (10.12). A marca, em dezembro de 2004, permanecia como a terceira melhor já obtida por um velocista sul-americano na história dos 100 m.
Depois que parou de competir, continuou no esporte. Trabalha como fisioterapeuta e integra o programa Heróis do Atletismo.
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