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Nossos Atletas Olímpicos
ROBSON CAETANO
Símbolo de uma geração
Duas medalhas olímpicas e três vitórias na Copa do Mundo de Atletismo.
O velocista Robson Caetano da Silva foi símbolo da geração de velocistas que brilhou no atletismo brasileiro nos anos 70, 80 e 90. Construiu uma carreira sólida, a base de títulos e recordes, a partir de 1979. Duas vezes subiu ao pódio olímpico: nos 200 m, nos Jogos de Seul, em 1988, e no revezamento 4x100 m, na edição de Atlanta, em 1996.
Nos Jogos na Coréia do Sul praticamente não houve boicotes – as exceções foram Coréia do Norte, Cuba e Nicarágua. Assim, cerca de 10 mil atletas de 161 países marcaram presença. Entre estes, as três potências esportivas do planeta, de então: União Soviética, Alemanha Oriental e Estados Unidos.
Neste cenário, competindo contra grandes atletas, Robson levou o bronze nos 200 m com 20.04, em 28 de setembro. Ele dividiu o pódio com os norte-americanos Joe DeLoach (ouro com 19.75) e Carl Lewis (prata com 19.79), e deixou para trás o britânico Linford Christie, atleta que à época costumava freqüentar pódios, mas que na prova foi o 4º colocado, com 20.09. Róbson ainda foi muito bem nos 100 m: classificou-se para a final de 24 de setembro e terminou em 5º lugar, com 10.11. A prova teve vitória de Carl Lewis com 9.92 (recorde mundial), depois da eliminação por doping do canadense Ben Johnson, que ficara em 1º lugar com 9.79. Completaram o pódio Christie, prata com 9.97, e o norte-americano Calvin Smith, com 9.99.
Robson levou sua experiência para o 4x100 m nos Jogos de Atlanta. Ele compôs a equipe brasileira, que teve, ainda, Arnaldo de Oliveira, André Domingos e Edson Luciano. O quarteto quebrou o recorde sul-americano na fase semifinal, com 38.42. Na final, em 3 de agosto, o grupo correu para a medalha de bronze, com 38.41, novo recorde. Na frente, apenas o Canadá, reforçado pelo então recordista mundial Donovan Bailey, com 37.69, e pelos Estados Unidos, com 38.05. “O atletismo não podia sair de Atlanta sem medalha”, disse Robson, na ocasião. “Acho que se fez um ótimo trabalho de equipe”, completou.
O carioca disputou quatro edições dos Jogos Olímpicos. Esteve ainda em Los Angeles, em 1984 (foi até a semifinal dos 200 m), e Barcelona, em 1992. Na cidade espanhola, ficou em 4º lugar na final dos 200 m, com 20.45, e ocupou a mesma posição no 4x400 m, com Ediélson Tenório, Sidnei Teles de Souza e Sérgio Matias, com o tempo de 3:01.61.
O menino Robson, nascido na zona norte do Rio em 1964, encontrou no atletismo a oportunidade de construir uma carreira. Revelado pelo Pentatlo Nacional, programa patrocinado pela Coca-Cola, primeiro descobriu o salto em distância, orientado pela técnica Sonia Risseti. Os bons tempos nos 100 m e nos 200 m, ainda como juvenil, levaram Robson para as provas de pista. O primeiro pódio internacional relevante veio nos Campeonatos Pan-Americanos de Juvenis, em Barquisimeto, na Venezuela, em 1982, com o ouro nos 100 m. Em 1983, estava na seleção principal que foi aos Campeonatos Mundiais de Atletismo, em Helsinque, Finlândia.
Robson treinava, a esta altura, com Carlos Alberto Lancetta, e assim foi aos Jogos de Los Angeles e, um ano depois, em 1985, obteve seu primeiro grande sucesso: ouro nos 200 m na Copa do Mundo de Camberra, na Austrália, com 20.44. Em 1986 foi o 3º no Ranking Mundial dos 100 m com 10.02, marca obtida com a vitória nos Campeonatos Ibero-Americanos, disputado em Havana.
Passou a trabalhar com Carlos Alberto Cavalheiro em 1987. No mesmo ano, ficou em 4º lugar nos Mundiais de Roma, posição que repetiu nos Campeonatos de Tóquio em 1991 e de Gotemburgo, em 1995. Nos Mundiais Indoor, ganhou bronze em Indianápolis, em 1987. Em 22 de julho de 1988, foi campeão ibero-americano dos 100 m com 10.00 na Cidade do México, tempo que até hoje se constitui em recorde sul-americano.
Em 1989 viveu sua grande temporada. Foi campeão do IAAF Grand Prix nos 200 m, estabeleceu seu recorde pessoal com 19.96, em 25 de agosto no Meeting de Bruxelas, quando derrotou entre o supercampeão Carl Lewis, entre outros. Nos Jogos Pan-Americanos, foi campeão dos 100 m e dos 200 m, em Havana, em 1991. Durante 10 temporadas, de 1985 a 1994 esteve entre os oito melhores do mundo nos 200 m.
Atualmente, ele integra o programa Heróis do Atletismo da CBAt.
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