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O Brasil nos jogos
Helsinque – 1952
Astro aparece em Helsinque
O atletismo é o esporte universal por natureza. Mas há um país onde o atletismo é o esporte número 1. Acertou quem pensou na Finlândia, que levou para sua capital, Helsinque, os Jogos de 1952. O Estádio estava lotado em 23 de julho, dia da final do salto triplo. Ao final, 60 mil pessoas aplaudiram de pé Adhemar Ferreira da Silva, que correu os 400 m da pista para agradecer. Adhemar, aos 25 anos, acabava de inventar a “Volta Olímpica”, depois de ganhar a medalha de ouro. Na prova, o paulistano da Casa Verde estabeleceu duas vezes o recorde mundial – que era 16,01 m, antes dos Jogos, e que pertencia a ele mesmo –, ao saltar 16,12 m e 16,22m. O vice-campeão foi o soviético Leonid Tcherbakov, com 15,98m. Eles se reencontrariam 45 anos depois, quando o brasileiro foi ao Amazonas, como Patrono do Centro de Treinamento de Alto Nível da Vila Olímpica de Manaus, onde o antigo adversário trabalhava como técnico.
Porém, a primeira medalha olímpica do atletismo brasileira fora conquistada três dias antes, por outro grande atleta: José Telles da Conceição, ganhador da medalha de bronze no salto em altura, com 1,98 m. O torneio olímpico de 1952 foi muito bom para o atletismo nacional. Além das medalhas de Adhemar e de José Telles, o Brasil obteve outros bons resultados. No salto em distância, Ary Façanha de Sá ficou em 4º lugar, com 7,23 m. E no triplo, Geraldo de Oliveira, pela segunda vez consecutiva, ficou entre os oito melhores: foi o 7º colocado, com 14,95 m.
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