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Juliana dos Santos ganhou dois ouros em Pan, o segundo depois de ter Miguel

12|05|2019 - 07:26 | Assessoria de Comunicação da CBAt

Fonte: CBAt

Juliana e Miguel: "Feliz Dia das Mães" (wagner Carmo/CBAt)
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Bragança Paulista - Juliana Gomes dos Santos estava grávida - de barrigão - quando viu o companheiro Marílson ser tricampeão da Corrida Internacional de São Silvestre, depois de dura preparação. E já era mãe de Miguel quando Marílson venceu pela segunda vez a Maratona de Nova York. Ela própria tem duas medalhas de ouro em Jogos Pan-Americanos, nos 1.500 m no Rio 2007 e nos 5.000 m em Toronto 2015, e entre os dois pódios dois anos parada para que Miguel viesse ao mundo.

Juliana conciliou o papel de mãe, de profissional do atletismo e de mulher de atleta de alto rendimento. Hoje, Miguel tem 8 anos, Marílson já não compete mais e ela tem orgulho de poder viver o sonho de ser mãe e atleta.

Neste ano de Pan, competição que será em Lima, no Peru, em agosto, relembramos a sua história de uma mãe vitoriosa.

Juliana surpreendeu a todos ao ganhar ouro em Toronto 2015 nos 5.000 m (15:45.97). Não só porque era a segunda vez que corria a distância. "Foi a competição da minha vida." Depois de ter parado por dois anos a carreira no atletismo para cuidar do filho Miguel, voltou ao pódio. Era o segundo ouro - no Rio 2007 venceu nos 1.500 m.

"Ser mãe, esposa de atleta e voltar a competir naquele nível foi demais. É difícil conciliar a vida nas competições com um filho. Minha meta e do Marílson sempre foi sermos bons atletas e ótimos pais", afirma. "Hoje eu tenho orgulho de poder viver o sonho de ser mãe e ter conseguido voltar a ser atleta de alto rendimento", completa.

O pior para Juliana é perder o descanso de atleta quando se é mãe. Encarar jornada tripla, duas na pista, uma em casa. Foi preciso readequar até a planilha de treinos. O 'cansaço' passou a ser considerado na rotina de treinos com o técnico Adauto Domingues. "Mas ter um filho e o atletismo sempre me deu grande prazer. Eu me sinto bem cansada, não minto, pior ainda quando dividia a casa e os cuidados com o filho com um outro atleta de alto rendimento. Digo que não é fácil, mas é possível para as atletas que querem ser mães", observa Juliana, que luta com uma lesão no joelho esquerdo que não tem permitido treinos regulares e corridas em competições.

Neste Dia das Mães deixa uma mensagem: "Parabéns às mães do Brasil e às mães atletas. Não desistam dos seus sonhos, uma dedicação meio a meio ao filho e ao trabalho dá 100% no final e felicidade."

Disse que se orgulha também pelo fato de ter conseguido suprir suas ausências, uma delas quando Miguel ficou com os avós para ela ir aos Jogos Olímpicos Rio 2016 juntamente com Marílson, "um sonho nosso". Nos últimos dias, estava conversando com Miguel sobre os dois ouros no Pan e o fato de não poder competir este ano de 2019 por causa da lesão no joelho. E ficou surpresa ao ouvir: "Mãe não fica triste porque agora quem vai ganhar medalha sou eu." Miguel já participa de corridas kids. "Ainda bem que deixei, que deixamos eu e Marílson, o amor pelo atletismo!"


MENSAGEM
No Atletismo, temos milhares de mulheres praticantes, muitas delas já com filhos. "Em meu nome e da CBAt parabenizo todas as mães atletas."

Warlindo Carneiro da Silva Filho
Presidente da CBAt

A Caixa é a patrocinadora oficial do atletismo brasileiro.

 

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