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JOÃO CARLOS: UM ATLETA INESQUECÍVEL

29|05|2009 - 12:47 | Benê Turco - Assessor de Imprensa da CBAt

Fonte: CBAt

No México em 1975, João Carlos salta 17,89 m e bate o recorde mundial do triplo no PAN (Arquivo)
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São Paulo - Faz 10 anos hoje (29), que morreu João Carlos de Oliveira. Mundialmente conhecido como "De Oliveira", ficou famoso no Brasil como "João do Pulo". Tudo por conta de um salto memorável - de 17,89 m -, que alcançou na Cidade do México, nos Jogos Pan-Americanos de 1975. Naquele 15 de outubro, João Carlos surpreendeu muita gente, mas os que trabalhavam no esporte ou observavam a cena atlética nacional conheciam seu potencial.

João Carlos é o maior campeão da história do PAN entre os brasileiros, pois, além do triplo, ganhou também o salto em distância no México e, quatro anos depois, em San Juan, no Porto Rico, repetiu as conquistas. Em Jogos Olímpicos, foi bronze no triplo em Montreal 1976 e em Moscou 1980.

O paulista de Pindamonhangaba, porém, fez muito mais. Em 1977, 1979 e 1981 foi campeão do triplo na Copa do Mundo de Atletismo, realizada, pela ordem, em Düsseldorf, Montreal e Roma.

Foi recordista sul-americano no salto em distância por 20 anos: sua última marca (8,36 m) só foi superada em 1995, quando Douglas de Souza fez 8,40 m. No triplo, seu recorde mundial só caiu em junho de 1985, quando o norte-americano Willie Banks marcou 19,97 m. Como recorde sul-americano, sua marca vigorou por quase 32 anos, até maio de 2007, quando Jadel Gregório saltou 17,90 m no GP Brasil Caixa, em Belém.

"Falar de João Carlos é lembrar a história de um dos nossos maiores atletas", diz o presidente da CBAt, Roberto Gesta de Melo. "Tanto tempo depois, ele continua dono de uma das 10 melhores performances do triplo", diz o dirigente.

Em 1981, João Carlos sofreu um acidente de carro que levou, no ano seguinte, à amputação de sua perna direita e ao fim, precoce, de uma das mais brilhantes carreiras do triplo mundial.

Fala-se muito em falta de memória do povo brasileiro. No caso de João Carlos, pode-se dizer que parte da mídia o esqueceu. Mas o povo, não. Tanto que João Carlos já estava afastado das pistas e da mídia há muito tempo, em 1986, quando foi eleito deputado estadual por São Paulo. E foi reeleito em 1990. Por ocasião de sua morte ganhou um elogio singelo e histórico do então governador de São Paulo, Mário Covas: "Ele (João Carlos) era um bom deputado."

Também não foi esquecido nas instâncias esportivas. Tanto que em 1987, no seu Jubileu de 75 anos, a IAAF levou a Roma João Carlos e Adhemar Ferreira da Silva. Na Cidade Eterna assistiram ao Campeonato Mundial, no Estádio Olímpico, e foram homenageados como dois dos maiores triplistas da história, numa eleição que teve a participação de cerca de 1.500 especialistas de todo o Mundo.

Adhemar entrou na 4ª posição, João Carlos na 5ª e Nelson Prudêncio (atual vice-presidente da CBAt), na 8ª. "Estava no México em 1975 e tive a sorte de ver o salto do João", lembra Prudêncio, também medalhista olímpico e ex-recordista mundial.

Em 1989, João Carlos recebeu da CBAt a Medalha do Mérito, maior honraria então concedida a atletas no País. Em 1999, sofreu uma infecção pulmonar. Morreu em 29 de maio, um dia após completar 45 anos.

 

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