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O grande campeão completaria 90 anos hoje

29|09|2017 - 17:17 | Da Assessoria de Imprensa da CBAt

Fonte: CBAt

Adhemar Ferreira da Silva (Arquivo CBAt)
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São Paulo - O paulistano Adhemar Ferreira da Silva nasceu em 29 de setembro de 1927. Primeiro sul-americano a ser bicampeão olímpico em prova individual, cinco vezes estabeleceu o recorde mundial do salto triplo. Foi bicampeão olímpico, tricampeão dos Jogos Pan-Americanos, o primeiro triplista a superar a barreira dos 16 metros (fez 16,51 m no Rio de Janeiro, em 1951). Tudo isso na década de 1950.

Além das conquistas nas pistas, Adhemar foi bem longe. Ele era poliglota, formado em Direito, Belas Artes, Relações Públicas e Educação Física. Foi comentarista esportivo em jornal, rádio e TV, adido cultural do Brasil na Nigéria. Participou do filme "Orfeu Negro", do diretor francês Marcel Camus - baseado em peça de Vinícius de Moraes -, vencedor da Palma de Ouro em Cannes, do Globo de Ouro e do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1959.

A porta de entrada para o sucesso, porém, foi nos estádios. Com estilo elegante, foram inesquecíveis as duas medalhas de ouro conquistadas nos Jogos Olímpicos de Helsinque em 1952 e Melbourne 1956. Na primeira, após superar quatro vezes seu recorde mundial anterior e chegar a 16,22 m. Na Austrália, subiu novamente ao topo do pódio com 16,35 m, recorde olímpico. Ganhou o PAN em Buenos Aires 1951, México 1955 e Chicago 1959. Na Cidade do México fez a melhor marca da vida (16,56 m).

Adhemar iniciou a carreira em 1946, aos 18 anos, quando, após receber algumas explicações básicas, saltou 12,90 m e impressionou até o exigente técnico Dietrich Gerner, do São Paulo FC, que o convidou para defender o Tricolor.

Em 3 dezembro de 1950, em São Paulo, Adhemar marcou 16,00 m e igualou o recorde mundial do japonês Naoto Tajima, de 1936. Em 30 de setembro de 1951, um dia após completar 24 anos, conseguiu 16,01 m, na pista do Fluminense, no Rio de Janeiro, e tornou-se recordista absoluto.

Adhemar Ferreira da Silva morreu no Hospital Santa Isabel, em São Paulo, a 12 de janeiro de 2001, aos 73 anos. Antes, recebeu a "Ordem do Mérito Olímpico", do COI, e inúmeros títulos honoríficos em países como Finlândia, Japão, Austrália, além de entrar para o Hall of Fame da IAAF em 2012.

"Adhemar é um orgulho para o Atletismo do Brasil, seus feitos serão sempre lembrados", disse o presidente da Confederação Brasileira de Atletismo, José Antonio Martins Fernandes, o Toninho.

 

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