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Histórico das Provas - Feminino

100 metros - Feminino


Nos anos 20 começou a disputar-se uma corrida de 80 metros com barreiras de 84cm, prova que se manteve no programa feminino até meados dos anos 60, quando foi substituída pela dos 100 metros, com a mesma altura das barreiras.
Os 80 metros com barreiras entraram nos Jogos Olímpicos em 1932 e mantiveram-se até 1968; em Munique, em 1972, foram substituídos pelos 100 metros.
A britânica Mary Rand foi a primeira recordista desta prova, marcando 14.3 em 10 de setembro de 1966, em Cardiff. Porém, a IAAF só reconhece como seu primeiro recorde a marca de 13.3, da alemã de Leste Karin Balzer, em Varsóvia em 20 de junho de 1969.
No tempo dos 80 metros com barreiras, o Brasil teve uma atleta de grande nível internacional, Wanda dos Santos, inúmeras vezes campeã e recordista sul-americana, e que foi Olímpica em Helsinque em 1952, onde atingiu as semifinais, conseguindo o recorde sul-americano, e em Roma em 1960, então já em final de sua carreira.
No Brasil, o primeiro recorde reconhecido foi da atleta ERICA VOGT, vencedora da Seletiva de Adultos em São Paulo, em 1969, com o tempo de 16.8.


200 metros - Feminino


A primeira marca conhecida é de 30.6, de Agnes Wood, EUA, de 17 de maio de 1903 em Poughkeepsie, e a primeira oficialmente reconhecida de Marie Mejzlikova, da Tchecoslováquia, que em Paris, em 21 de maio de 1922, marcou 28.6.
A prova só foi incluída no programa olímpico em 1948, em Londres, sendo vencida por Fanny Blankers-Koen, a famosa holandesa voadora, vencedora de 4 medalhas de ouro nesses Jogos.
No Brasil, o primeiro recorde reconhecido foi da atleta ELIZABETH CLARA MULER, vencedora do I Campeonato Brasileiro em 1940, com o tempo de 26.8.


400 metros - Feminino


Esta prova só foi incluída no programa olímpico em 1964 em Tóquio.
A primeira marca conhecida é de 1:12.5 e pertence à sueca Berit Hjulhammar, em Estocolmo, em 13 de setembro de 1914, e o primeiro recorde oficial a australiana Marlene Mathews-Willard, que marcou 57.0 em 6 de janeiro de 1957, em Sydney.
No Brasil, o primeiro recorde reconhecido foi da atleta IRENICE MARIA RODRIGUES, vencedora do Campeonato Regional do Rio de Janeiro em 1967, com o tempo de 53.9.


800 metros - Feminino


A primeira marca conhecida é também de uma escandinava, a sueca Elsa Sundberg, que em Estocolmo, em 13 de setembro de 1914, marcou 3.04.9.
A primeira marca da IAAF é de 2.26.6, obtida pela britânica Mary Lines, em Londres, em 30 de agosto de 1922.
A prova foi incluída no Programa Olímpico de Amsterdã, em 1928, extemporaneamente, pois as concorrentes não tinham seguido qualquer tipo de preparação específica para a disciplina, e o resultado foi desastroso.
A improvisação era tal, que a japonesa Kinuye Hitomi, ao tempo recordista mundial dos 100m, 200m e salto em distância, resolveu também disputar esta disciplina, conseguindo o segundo lugar (a vencedora foi a alemã Karoline “Lina” Radke, com 2.16.8), mas desmaiado na chegada, o que aconteceu também a outras concorrentes”. O fato levou os velhos senhores do COI, ultraconservadores, a abolir a prova, que só tornaria a ser incluída no programa olímpico em 1960, em Roma.
No Brasil, o primeiro recorde reconhecido foi da atleta IRENICE MARIA RODRIGUES, no V Jogos Panamericanos de Winnipeg, Canadá em 1967, com o tempo de 2.08.5.


3.000 metros - Feminino


As corridas de fundo femininas são uma criação recente, tanto que a marca mais antiga que se conhece é da canadiana Roberta Picco, que em 23 de julho de 1966, em Don Mills, marcou 9.44.0. A prova foi reconhecida pela IAAF em 1972, sendo o seu primeiro recorde da soviética Lyudmila Bragina, com 8.53.0, em Moscou, em 12 de agosto de 1972.
Só foi incluída no Programa Olímpico em Los Angeles, em 1984.
No Brasil, o primeiro recorde reconhecido foi da atleta SORAYA VIEIRA TELLES, vencedora do Campeonato de Meio-Fundo no Rio de Janeiro em 1978, com o tempo de 9.52.6.


10.000 metros - Feminino


A primeira marca registrada é da australiana Adrienne Beames, com 34.08.0, em Adelaide, em 28 de janeiro de 1972, e o primeiro recorde reconhecido pela IAAF é da soviética Yelena Sitapova, que em Moscou, em 19 de setembro de 1981, marcou 32.17.20.
No Brasil, o primeiro recorde reconhecido foi da atleta CARMEN DE SOUZA OLIVEIRA, vencedora do XXII Campeonato Brasileiro em São Paulo, em 1985, com o tempo de 35.22.15.


400 metros com Barreiras - Feminino


Também uma prova de criação recente no calendário feminino.
A primeira marca registrada é da britânica Sandra Dyson, com 61.1, em Bonn, em 15 de maio de 1971, e o primeiro recorde da IAAF é da polonesa Krystyna Kacperczyk, em Augsburg, em 13 de julho de 1974.
A prova só foi incluída nos Jogos Olímpicos em 1984.
No Brasil, o primeiro recorde reconhecido foi da atleta SORAYA VIEIRA TELLES, vencedora do Campeonato Juvenil no Rio de Janeiro em 1978, com o tempo de 1.03.8.


Revezamento 4 x 100 metros - Feminino


O primeiro registro conhecido é de uma equipe finlandesa em Tampere, em 28 de maio de 1910, com 1:01.5. Já a primeira marca oficial é da Tchecoslováquia, em 21 de maio de 1928, com 53.2.
Esta prova entrou nos Jogos Olímpicos em 1928, em Amsterdã, sendo vencedora a equipe do Canadá, com 48.4.
No Brasil, o primeiro recorde reconhecido foi da equipe de São Paulo, composta pelas atletas ELIZABETH CLARA MULER, NADIR CONSENTINO, RENATA AZAMBUJA, HERTHA MOCK, vencedoras do I Campeonato Brasileiro em 1940, com o tempo de 53.8.


Revezamento 4 x 400 metros - Feminino


Prova de criação muito recente, tem como primeiro tempo 4.09.6, por uma equipe inglesa em 18 de setembro de 1954, em Ilford. E como primeiro recorde oficial a marca de 3.47.4, em Moscou, em 30 de maio de 1969, por uma equipe soviética.
Só foi introduzida nos Jogos Olímpicos em 1972.
No Brasil, o primeiro recorde reconhecido foi da equipe do Brasil, composta pelas atletas MARIA BERNARDETE DA SILVA, ROSANGELA MARIA VERÍSSIMO, CONCEIÇÃO APARECIDA GEREMIAS e SOLANGE LAZOSKI, no V Jogos Luso Brasileiros em Luanda, Angola, em 1972, com o tempo de 4.01.1.


20.000 metros marcha - Feminino


A marcha é também uma criação inglesa, os famoso “footman”, que cobriam distâncias fantásticas nos séculos XVII e XVIII.
O homem que é considerado o criador da disciplina como a conhecemos, foi, no entanto, um americano, Edward Payson Wetson, que passou a maior parte da sua vida atravessando o continente americano marchando.
Não obstante ter uma técnica difícil, as regras da marcha são muito simples: 1ª - um dos pés deve estar sempre em contato com o solo; 2ª - a perna deve estar reta desde o momento que o pé tocar o solo até sua passagem na vertical.
Foi introduzida nos Jogos Olímpicos em 1908, tendo sofrido no entanto alterações nas distâncias contestadas.
No Brasil, o primeiro recorde reconhecido foi do atleta RICARDO NUSKE, em São Caetano do Sul, em 1973 com o tempo de 1.41.12.8.
Foi introduzida nos Jogos Olímpicos em 1908, tendo sofrido no entanto alterações nas distâncias contestadas.
No Brasil, o primeiro recorde reconhecido foi do atleta RICARDO NUSKE, em São Caetano do Sul, em 1973 com o tempo de 1.41.12.8.


Salto em Altura - Feminino


A prova começou a ser praticada por moças no início do século nos colégios americanos para filhas de milionários, assim não admira que o primeiro registro seja de uma aluna do mais famoso desses estabelecimentos de ensino, o Vassar College, onde a aluna Agnes Wood saltou 1,275m em 17 de maio de 1903.
A primeira marca oficial pertence à francesa Elise Constant, que em Caen, em 26 de março de 1921, saltou 1,47m.
No Brasil, o primeiro recorde reconhecido foi da atleta ILSE SUEFFERT, vencedora do I Campeonato Brasileiro em 1940, com a marca de 1.41.


Salto em Distância - Feminino


É idêntico ao do salto em altura e o primeiro registro é de outra jovem americana: Roanne Reed saltou 4,04m em Poughkeepsie, em 9 de novembro de 1895.
O primeiro recorde oficial é da tcheca Marie Mejzlikova com 5,16m, em Praga, em 6 de agosto de 1922.
Foi incluído nos Jogos Olímpicos em 1948, em Londres.
No Brasil, o primeiro recorde reconhecido foi da atleta ELIZABETH CLARA MULER, vencedora do I Campeonato Brasileiro em 1940, com a marca de 4.83.


Arremesso do Peso - Feminino


A história desta prova começa com o movimento da emancipação da mulher nos esportes, i.e., no início dos anos 20, e é precisamente da França, berço desse movimento, que nos vem o primeiro registro de 8,75m, de Violette Gouraud, em Paris, em 29 de junho de 1919. A mesma atleta marcaria o primeiro recorde oficial cinco anos mais tarde, com 10,15m em 14 de julho de 1924, também em Paris.
No Brasil, o primeiro recorde reconhecido foi da atleta RENATE ROEMMLER, vencedora do I Campeonato Brasileiro em 1940, com a marca de 10.36.


Lançamento do Disco - Feminino


O histórico é idêntico ao do arremesso do peso, só que, surpreendentemente, a primeira marca registrada foi obtida com disco de 1,500kg, e pertence à alemã Anneliese Hensch, que em Berlim, em 1 de novembro de 1922 lançou 24,90m.
É interessante notar que a primeira marca oficial, apesar de obtida com o disco de 1kg, proporcionalmente é inferior àquela. Com efeito, a francesa Yvonne Tembouret lançou o disco oficial a 27,39m em Paris, em 23 de setembro de 1923.
A prova foi incluída nos Jogos Olímpicos em 1928, em Amsterdã.
No Brasil, o primeiro recorde reconhecido foi da atleta LILY RICHTER, vencedora do I Campeonato Brasileiro em 1940, com a marca de 29.09


Lançamento do Dardo - Feminino


Como não podia deixar de ser, o lançamento do dardo feminino começou na Finlândia.
Com efeito, a primeira marca que nos surge é da finlandesa Martta Votila, com 30,45m em 1916, com o dardo masculino (800g)
Já o primeiro recorde “oficial” com dardo feminino (600g) é de 25,235m e pertence à tcheca Bozena Sramková, em Praga, em 13 de agosto de 1922.
A prova foi incluída no Programa Olímpico na X Olimpíada, em Los Angeles, em 1932.
No Brasil, o primeiro recorde reconhecido foi da atleta LILY RICHTER, vencedora do I Campeonato Brasileiro em 1940, com a marca de 28.02.


Heptatlo|Pentatlo - Feminino


As provas combinadas para mulheres começaram a disputar-se em 1928, tendo como primeiro registro a alemã Selma Grieme, que em Berlim, em 14/15 de julho daquele ano, obteve 262 pts. (na antiga tabela alemã), no pentatlo com os seguintes parciais:
Peso = 9,50 – distância = 4,95m – 100m = 13.2 – altura = 1,39 – dardo = 28,85m
Pela tabela Internacional de 1954 estas marcas valeriam 3428 pontos.
O primeiro recorde reconhecido pela IAAF pertence a outra alemã, a grande Gisela Mauermayer, que marcou 377/4391 pontos para o mesmo conjunto de provas.
A prova foi incluída no Programa Olímpico em 1964 em Tóquio, com a seguinte composição:
80m com barreiras – peso – altura – distância – 200 metros, e foi vencedora a soviética Irina Press, com 5246 pontos, recorde do mundo.

No Brasil, o primeiro recorde reconhecido foi da atleta OLGA MARIA VERÍSSIMO, vencedora do XX Campeonato Brasileiro em Brasília, em 1981, com a marca de 5.310 pontos.

 

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