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| Artigo Técnico |
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Relatório da Avaliação dos Saltos em Distâncias Válidos
Jogos Sul-Americanos - Agosto 2002 – Belém/PA
Costa, M.C; Banja, T.L; Viana, W.C.M.
Centro de Excelência Esportiva da Universidade de Pernambuco
CENESP – UPE
Com a intenção de contribuir na melhoria da performance do desporto nacional e apoiado no tripé formado pelo talento, técnica e ciência, o CENESP – UPE realizou nos últimos Jogos Sul-americanos Juvenis 2002 – Belém, uma coleta de dados, através da videografia, dos saltos horizontais, para serem analisados em seus laboratórios. Esta análise se deu de forma quantitativa, buscando identificar variáveis mecânicas que interferem na execução dos saltos, tais como velocidade, aceleração, ângulo de projeção do Centro de Massa do atleta, altura do Centro de Massa em relação ao solo, entre outras.
Devido à metodologia utilizada, esta avaliação permitiu que, além de uma análise quantitativa, os treinadores realizem suas análises qualitativas, pois foram gravados em Cd-rom os saltos executados por seus atletas.
O objetivo geral desta avaliação foi fornecer aos técnicos e treinadores informações úteis, de forma simples e objetiva, que favoreçam a melhoria do desempenho de seus atletas.
Especificamente foram investigadas as seguintes variáveis:
- Velocidade de chegada na tábua de impulsão.
- Velocidade de Saída na tábua de impulsão.
- Ângulo de Tábua ou Ângulo de saída de tábua.
- Ângulo do CM.
- Altura do CM.
Segundo McGINNIS (2002), existem duas maneiras de intervir na técnica: os professores e treinadores usam a Mecânica Clássica para corrigir as ações dos atletas, melhorando suas habilidades através de uma análise qualitativa das ações, ou um pesquisador que desenvolve uma nova técnica, mais eficaz que a utilizada no momento, neste caso ele usa métodos de análise quantitativa que são posteriormente passados aos professores e treinadores.
O método utilizado para coleta e análise dos dados foi a cinemetria, através da videografia de alta velocidade (120 Hz) e baixa velocidade (60Hz), com o auxílio do software Peak Motus 3.2.
Para a análise convencionamos dois eixos, nos quais são medidas as grandezas de velocidade e aceleração. O ponto de intersecção desses eixos é chamado de ponto de referência ou ponto zero. O eixo X compreende todo plano horizontal do movimento e o eixo Y todo o plano vertical. Ao distanciar-se do ponto zero os valores assumem valores positivos e ao aproximar-se valores negativos, devido ao sentido do movimento (Figura 1).
Atletas avaliados:
- Thiago Jacinto
- Marcos Henrique
- Keila Costa
- Fernanda Gonçalves
Análise: Biomecânica
Método: Cinemetria
Instrumentação: Videografia
Variáveis:
Velocidade através de Radar*: Velocidade medida com um radar colocado no final da caixa de areia.
Velocidade de chegada na tábua de impulsão: Velocidade resultante do centro de massa (CM) ou centro de gravidade (CG) no momento de chegada na tábua de impulsão (figura 2).
Velocidade de Saída na tábua de impulsão: Velocidade resultante do CM no momento de saída do pé da tábua de impulsão (figura 3).
Ângulo de Tábua ou Ângulo de saída de tábua: Ângulo formado entre o bordo proximal da tábua e o CM do atleta (seta laranja na figura 1)
Ângulo do CM ( a): Ângulo formado entre o segmento de reta do plano da tábua de saída e o CM do atleta (figura 4).
Altura do CM: distância compreendida entre o CM do atleta e o segmento de reta do plano da tábua de saída.

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Figura 2 |

Figura 3 |

* A técnica de determinação das velocidades através do Radar, ainda se encontra em fase de estudos, pois apresenta variações em relação às calculadas pelo computador através da cinemetria.
Foram obtidos os seguintes resultados:
Atleta: Thiago Jacinto
| Distância |
Vel. chegada |
Vel. saída |
Âng. de Tábua |
Âng. do CM |
Altura de CM |
| 7,60 m |
9,57 m/s |
9,63 m/s |
77,5º |
21º |
1.17 m |
| 7,61 m |
9,47 m/s |
9,14 m/s |
74,3º |
17º |
1.22 m |
| 7,92 m |
9,90 m/s |
9,86 m/s |
71,6º |
21º |
1,25 m |



Atleta: Marcos Henrique
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| Distância |
Vel. chegada |
Vel. saída |
Âng de Tábua |
Âng do CM |
Altura de CM |
| 7,07 m |
9,41m/s |
10,02m/s |
62,7º |
21º |
1,28m |
| 7,13 m |
9,44m/s |
10,32m/s |
58,8º |
17º |
1,24m |
| 7,30 m |
9,77m/s |
9,80m/s |
62,3º |
19º |
1,27m |



Atleta: Keila Costa
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| Distância |
Vel. chegada |
Vel. saída |
Âng de Tábua |
Âng do CM |
Altura de CG |
| 5,98m |
9,95m/s |
9,70m/s |
65,4º |
19º |
1,32m |
| 6,30m |
10,80m/s |
10,30m/s |
66,0º |
19º |
1,41m |
| 6,16m |
10,30m/s |
10,20m/s |
62,5º |
16º |
1,37m |
| 6,37m |
10,68m/s |
10,48m/s |
60,8º |
17º |
1,40m |




Atleta: Fernanda Gonçalves
| Distância |
Vel. chegada |
Vel. saída |
Âng de Tábua |
Âng do CM |
Altura de CG |
| 5,95m |
10,23m/s |
10,1m/s |
63º |
20º |
1,32m |
| 5,99m |
10,61m/s |
10,7m/s |
64º |
21º |
1,36m |
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Bibliografia
DYSON, Geoffrey H. G; Mecânica Del Atletismo; INEF, Madrid. 1978.
HALLIDAY, RESNICK, WALKER; Fundamentos de física 1 mecânica;4ª edição, Livros Técnicos e Científicos S.A. Rio de Janeiro- RJ. 1996. |
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